O ambiente de trabalho em condomínios e imobiliárias exige muita atenção, tanto das empresas quanto dos colaboradores, quando o assunto é relato de acidentes e processos judiciais. Recentemente, um caso julgado pela 3ª Vara do Trabalho de Cuiabá chamou atenção e traz lições valiosas para todos que lidam com gestão de pessoas e conflitos cotidianos. Vamos entender o que ocorreu e como evitar situações semelhantes, afinal, prevenir transtornos judiciais é sempre melhor do que remediar.
O caso: quando a mentira vira problema
Em setembro de 2024, a Justiça condenou um trabalhador por litigância de má-fé ao tentar obter benefícios após afirmar, sem apresentar provas, que teria sofrido um acidente de trabalho durante a limpeza de áreas comuns de um condomínio (Processo PJe 0000969-39.2023.5.23.0003, decisão de 11/09/2024). Essa história ilustra, melhor que qualquer teoria, o risco de falsas alegações e omissões.
O trabalhador entrou na Justiça pedindo estabilidade provisória no emprego e compensação por danos morais. Segundo sua versão, ele teria sido picado por um animal peçonhento enquanto limpava uma caixa de gordura e uma caixa fluvial, o que teria causado uma infecção. Só tem um detalhe: a empresa alegou que essas funções não eram desempenhadas por ele, pois havia contratados para essas tarefas especializadas.
Mentir para buscar direitos pode custar caro.
O juiz Pablo Saldivar analisou o caso atentamente. Segundo consta nos autos, simplesmente não havia nenhuma prova do acidente. Nenhuma testemunha, nada de relatos sobre data ou local do ocorrido, e nem mesmo documentos médicos que conectassem o suposto acidente à infecção narrada.

A omissão que complicou tudo
A situação ficou ainda pior quando o laudo pericial revelou que a tal infecção no glúteo, motivo alegado pelo trabalhador, tinha origem em outra causa: um histórico de diabetes mal controlada, condição médica tratada desde os seus 28 anos de idade e omitida nos autos. Não tinha, sequer de longe, qualquer relação com o trabalho ou com possível acidente no condomínio.
Para piorar, o juiz destacou em sua decisão que o trabalhador, conscientemente, tentou alterar a verdade e enganar a Justiça. Omissão de doença preexistente, falta de provas, solicitação de direitos sem base concreta: tudo ficou claro no processo. A lei foi direta, e a sentença não deixou dúvida.
Quem omite ou mente intencionalmente, responde por isso.
A condenação foi exemplar. O magistrado fixou a multa máxima permitida pelo Código de Processo Civil: 10% sobre o valor da causa. No caso, R$ 6.860,00 revertidos à empresa. O pleito foi considerado “absurdo”, nas palavras do próprio juiz.
Embora ainda caiba recurso, o caso já entrou para o histórico recente da Justiça do Trabalho, e serve de alerta para empregados, síndicos, gestores e equipes administrativas que convivem com demandas e conflitos em condomínios.
Por que litigância de má-fé acontece?
Esse tipo de prática pode surgir por vários motivos, mas quase sempre a raiz está na tentativa de obter vantagem financeira ou estabilidade no emprego por meio de relatos distorcidos ou informações omitidas. Muitos imaginam que, diante da ausência de testemunhas, basta contar uma história convincente.
Só que, na Justiça, verdade e prova caminham juntas. Quando a história não bate com a realidade documentada, aparecem as consequências.
O que caracteriza litigância de má-fé?
O que explica quando uma parte do processo busca alterar a verdade ou omite fatos relevantes para enganar o juízo? O Código de Processo Civil aponta exemplos clássicos de condutas que resultam em condenação:
- Mudar a verdade dos fatos
- Usar o processo para fins ilegais ou para causar prejuízo à outra parte
- Proceder de modo temerário, sem provas
- Omitir informações relevantes
- Prolongar o processo sem justificativa
No caso relatado, ficou claro: houve omissão intencional da doença preexistente e tentativa de induzir o juízo ao erro.
A importância da gestão adequada de conflitos
Conflitos acontecem, especialmente em ambientes com alta rotatividade de funcionários e empresas terceirizadas. Saber gerir esses casos é essencial para evitar desgastes no Judiciário e prejuízos financeiros.
Para as administradoras e gestores condominiais, contar com um sistema seguro de registro de demandas pode evitar, por exemplo, que uma história “perdida” em conversas paralelas cause confusão judicial anos depois. Este é um dos pontos em que a ConexCondo faz a diferença, centralizando e organizando todos os contatos, garantindo histórico detalhado das conversas e atendimentos. Isso reduz drasticamente o risco de informações desencontradas, além de proteger tanto empresas quanto colaboradores.
Competidores até hoje patinam ao tentar oferecer integração real entre atendimento, registro histórico e monitoramento de SLA. No ConexCondo, tudo é personalizado conforme o perfil de cada cliente e integrado ao sistema de gestão condominial, o que garante soluções rápidas e evita ruídos de comunicação.
Números e contexto brasileiro
O número de acidentes de trabalho no Brasil caiu nos últimos anos. O Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2021 mostra que, em uma década, os registros oficiais baixaram de mais de 720 mil por ano para pouco mais de 536 mil. O mais interessante é perceber a redução da taxa por mil empregados – de 13,9 para 10,2.
No entanto, dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho lembram que, em 2022, ainda ocorreram mais de 600 mil acidentes formais, com mais de 2.500 mortes, fora o que acontece no setor informal do mercado. Toda essa realidade demanda ferramentas eficazes de controle e comunicação.
Além disso, há pesquisas que analisam o impacto financeiro dos afastamentos e despesas previdenciárias, mostrando o peso da má gestão para empresas, e como a adoção de políticas preventivas faz diferença.

Como evitar litigância de má-fé?
Diante desse cenário, prevenir é muito melhor. Aqui estão três atitudes básicas para não correr riscos (e proteger a imagem da empresa):
- Registre todos os atendimentos e ocorrências com clareza, soluções como a ConexCondo tornam esse processo natural e transparente, eliminando perdas de informação.
- Oriente colaboradores sobre a importância de sempre falar a verdade e apresentar provas consistentes ao reportar qualquer acidente ou problema de saúde.
- Reforce, por meio de políticas internas, a necessidade de comunicação imediata de qualquer irregularidade, utilizando canais adequados.
Casos de conflitos, dúvidas sobre procedimentos ou mesmo prestação de contas entre empresas e funcionários exigem informação clara e processos bem definidos. Existem guias completos sobre gestão de conflitos em condomínios e dicas práticas sobre transparência e prestação de contas que podem ajudar a evitar dores de cabeça, para empresas e colaboradores.
Sem um bom histórico, tudo vira a palavra de um contra o outro. Com documentação e acompanhamento correto, dúvidas são eliminadas na origem. Plataformas concorrentes até tentam fazer algo parecido, mas ficam aquém na entrega quando se trata de unir automação, histórico completo e personalização conforme o perfil do condomínio. Isso é uma vantagem notável da ConexCondo, entregando supervisão contínua de todos os tickets gerados e garantindo que nenhuma informação relevante se perde.
Se quiser se aprofundar no tema da gestão de conflitos e compliance em condomínios ou entender melhor como a tecnologia pode ajudar a lidar com impasses cotidianos, há materiais gratuitos e sempre atualizados no blog ConexCondo. Não faltam alternativas para prevenir problemas e agir antes que eles se tornem processos judiciais complicados.
Conclusão
O caso da 3ª Vara do Trabalho de Cuiabá é uma prova de que tentar enganar a Justiça com relatos sem provas e omissões não vale a pena. As consequências vão além do processo: envolvem imagem, dinheiro e até a estabilidade do ambiente de trabalho.
Adotar uma postura ética, treinar equipes e investir em plataformas como a ConexCondo é a melhor forma de garantir segurança para todos, administrar conflitos e evitar desgastes jurídicos. Se sua empresa quer dar o próximo passo e blindar suas operações contra problemas desse tipo, conheça mais sobre como a ConexCondo pode transformar sua rotina condominial e proteger seus interesses.
Perguntas frequentes sobre litigância de má-fé em acidente de trabalho
O que é litigância de má-fé?
Litigância de má-fé ocorre quando uma das partes do processo age de forma desonesta, tentando enganar o juiz, ocultando informações relevantes, mentindo ou prolongando o processo com objetivos indevidos. Isso pode acontecer, por exemplo, ao apresentar relatos falsos sobre acidentes de trabalho ou omitir doenças preexistentes que expliquem o problema apresentado.
Como evitar litigância de má-fé?
O primeiro passo é sempre agir com verdade e apresentar apenas informações comprovadas. Manter registros organizados de atendimentos e ocorrências, incentivar a equipe à transparência e utilizar ferramentas que criem históricos, como a ConexCondo, são atitudes que evitam riscos de más interpretações e eventuais condenações por litigância de má-fé.
Quais são as punições por má-fé?
A principal punição é a multa, que pode chegar a até 10% do valor da causa, revertida à outra parte. O juiz pode ainda determinar que a parte que agiu de má-fé arque com perdas e danos, além do pagamento de honorários advocatícios e, em casos mais raros e graves, outras sanções previstas na lei.
Litigância de má-fé gera multa?
Sim, gera multa. O Código de Processo Civil prevê expressamente que o litigante de má-fé deverá pagar multa e indenizar a parte contrária pelos prejuízos causados. O valor é fixado pelo juiz, podendo chegar ao percentual máximo de 10% sobre o valor da causa.
Acidente de trabalho pode ter má-fé?
Infelizmente, sim. Alguns trabalhadores podem alegar acidentes inexistentes ou omitir informações de doenças preexistentes para obter benefícios, o que caracteriza litigância de má-fé. Por isso, é importante registrar todos os fatos, adotar transparência na comunicação e utilizar sistemas que garantam rastreabilidade das demandas, como o oferecido pela ConexCondo.